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Nova Playlist

NOS Discos

Tiago Pereira
Dêem-me duas velhinhas, eu dou-vos o universo
2013
Tracklist
  1. José Martins – Amolador
  2. Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Aronquenses- Vira Bom
  3. Moda Mãe – Senta-te Aqui António
  4. Humberto Pedras e Ricardo Andrade – Charamba
  5. Adélia Garcia – Fonte do Salgueiro
  6. Adufeiras de Monsanto – Velhinha
  7. Andarilhos – Chula Andarilha
  8. João Lopes Pedreiro – Valsa do Pedreiro
  9. Papoilas do Corvo – Zuca -Zuca
  10. Vários na Ponta da Piedade – Ilha do Pico – Chamarita do Meio
  11. Ana Pires – Fui ao Céu por um Novelo
  12. Imelda Miragaia – Saia Velhinha
  13. Moças Nagragadas – Trava Línguas
  14. João Correia – Vira de Sta. Marta
  15. Rancho de Cantadores da Aldeia Nova de S. Bento – Pelo Toque da Viola
  16. Grupo de Bombos – Arrebimba o Malho
  17. Grupo Folclore do Porto Santo – Baile da Meia Volta
  18. Grupo Folclore e Terras de Arões – Rolinha
  19. Grupo de Cavaquinhos do Centro Recreativo Cultural e Artístico de S. Torcato – Malhão de Braga
  20. Pedro Mestre - Trovoada
  21. Mário Lambelho – Improvisso com Ovelhas
  22. José e Manuel Canarinho – Chamarita do Caracol
  23. Tia Benedita – Panteei o meu Cabelo
  24. António Ribeiro – Murinheira Transmontana
  25. Manuel Bento e Joaquim Sousa – Viola Campaniça
  26. Ecos Tradicionais com Rudi Aleixo - Fiadouro
“Dêem-me duas velhinhas, eu dou-vos o universo” é a mais recente obra do realizador/visualista Tiago Pereira, que desta vez assume o papel de curador/ autor, num disco de recolhas musicais portuguesas editado pela Optimus Discos. São 26 músicas do Norte ao Sul do País e Ilhas, gravadas no período entre Março de 2011 e Novembro de 2012 para diversos projectos audiovisuais do autor. 
O nome do disco surge de uma frase do artista e pensador Paul D Miller a.k.a  Dj Spooky; "Give me two records and I will give you the universe” e representa uma espécie de manifesto/motivação para o autor  que se posiciona um pouco entre o Alan Lomax e o Dj Spooky; defendendo que os arquivos e as recolhas são importantes para que uma comunidade se conheça, “Um povo sem memória não existe”, mas também que esses arquivos têm de existir para que se trabalhe a partir deles, remisturando-os, dando-lhes outros significados e contextos. 
As recolhas aqui desempenham um papel narrativo, contam uma história e acima de tudo, estão dispostas para serem roubadas, alteradas, mexidas, contaminadas e acima de tudo para cumprir o seu papel no processo da tradição oral hoje que é o remix, a cultura digital do século XXI. O disco não contem só gravações de velhinhas, na maior parte dos casos são até jovens que apresentam aqui as suas versões do que assimilaram através do processo da tradição oral das raízes musicais portuguesas, com as suas influências e gostos e por isso mesmo, a última faixa do disco são duas jovens de 20 anos que cantam em versao “a capella” uma música do cancioneiro popular português mas acompanhadas por um beat boxer que representa uma outra forma de tradição oral, esta não portuguesa, mas que foi assimilada, cumprindo assim a sua função no século XXI. 
É a primeira vez que um disco deste género sai para o mercado pop e por isso mesmo tem uma capa pop e uma atitude pop! É um grito de guerra para chegar a outros públicos e a outras pessoas.
Tiago Pereira nasceu em Lisboa. Os anos 80 atravessaram-lhe a adolescência, vivida no contexto do urbano-popular Bairro Alto. O seu trabalho distingue-se por uma abordagem particular da tradição oral portuguesa: ele recolhe para recriar, para desconstruir, e não para reproduzir acriticamente. Tiago Pereira empenha-se em libertar a tradição, preservando-a sem a sufocar. É mentor, e um dos criadores do projecto A Música Portuguesa a Gostar dela Própria. Em 2010 foi distinguido com um Prémio Megafone – Missão, pelo trabalho que tem vindo a desenvolver na difusão da música portuguesa.
 

Ajudado por

Rosa Pomar (faixas 2, 3, 9, 11, 12, 15 e 25), Sara Morais (faixas 4, 6, 7, 10, 13, 17, 18, 20, 21, 22 e 23)
Pedro Magalhães (faixas 8, 14, 16, 19 e 24), Carla Pinto (faixa 5), Telma Morna (faixa 26), João Bastos (faixa 1) 
no âmbito dos seguintes projectos realizados por Tiago Pereira:
A Música de Montemor a gostar dela própria remistura-se, Festival Cidade Preocupada, Montemor-o-Novo (faixa 1)
Sinfonia Imaterial produzido pela Fundação Inatel (faixas 4, 6, 7, 10, 13, 17, 18, 20, 21, 22 e 23)
Não me importava morrer se houvesse guitarras no céu produzido pela Direcção Regional da Cultura do Governo Regional dos Açores (faixa 10)
Cantam as filhas da Rosa produzido pela Associação A música portuguesa a gostar dela própria (faixa 3, 9, 15 e 24)
Homo Faber produzido pela Moagem Cidade do Engenho e das Artes, Fundão (faixa 12)
Projecto A Música Portuguesa a gostar dela própria (faixa 2, 5, 8, 11, 14, 16, 19, 24 e 26) 
e nos seguintes locais, pela ordem das faixas: Montemor-o-Novo, Moldes, Cuba, Camacha, Caçarelhos, Monsanto, Baião, São Torcato, A do Corvo, Pico, Bucos, Jarmelo, Paderne,
São Torcato, VIla Nova de São Bento, Serzedelo, Porto Santo, Arões, São Torcato, Santa Clara de Louredo, Telhado, Porto do Calhau, S.Miguel de Acha, Porto, Panóias, Lisboa
 

Gravação

O disco foi gravado maioritariamente com um Tascam Hd p2 e os microfones variaram entre Rode, Schoeps e Sanken.

Masterização

A Masterização foi feita pelo Eduardo Vinhas no Golden Pony Studio e capa pela Ana Gil.